Este é um tema do qual a muito já se fala mas que ainda gera algumas dúvidas. Entender a separação de resíduos, como o plástico, papel/ cartão, o vidro e os resíduos alimentares para a reciclagem.

A reciclagem do plástico e de qualquer outro produto e/ou material, começa com uma simples e poderosa ação – a separação do lixo domestico.

A quantidade de resíduos que produzimos em nossas casas é enorme, e como tal a reciclagem é um processo fundamental. Como todos nós sabemos, o processo de reciclagem e mesmo de preservação da natureza, é inteiramente uma atitude de cada um, pela consciência ambiental que tem e pelos hábitos do dia-a-dia.

Então, o que acontece aos resíduos depois de serem separados em nossas casa?

Cada país e mesmo cada pessoa faz a separação do lixo de muitas formas diferentes. Uns separam as embalagens de plástico dos outros tipos de plástico, outros separam todo o plástico e metal do papel e vidro. Existe também locais que separam apenas materiais recicláveis dos resíduos orgânicos antes de os enviarem para o centro de triagem. Seja qual for a maneira ou forma como fazem a triagem no seu país ou localidade, o importante é que faça a reciclagem em casa.  

O lixo doméstico que é separado em casa, o mesmo deve ser colocado nos respectivos ecopontos. O normal é encontrar um ecoponto para o plástico e embalagens, um ecoponto para o papel e cartão, um ecoponto para vidro e outro ecoponto para o lixo doméstico indiferenciado.

Os Centros de Triagem recebem o lixo que as pessoas depositam nos vários ecopontos, e realizam uma seleção inicial, os materiais recicláveis são separados uma e outra vez, separando o plástico do metal e alumínio e separando os diferentes tipos de plástico existente, para que as industrias da reciclagem os possam utilizar.

Após uma separação e compactação dos plásticos, estes são enviados para as empresas de reciclagem.

Os rótulos e adesivos são removidos das embalagens seleccionadas e todos os resíduos plástico validos são lavados para remover a sujidade e os restos de alimentos, entre outros. É após todos este processo que a magia da reciclagem começa.

Mesmo assim, existe muitos resíduos que não conseguem ser reciclados. O plástico que não pode ser reciclado para por um processo de recuperação energética, que o transforma em energia térmica e/ou eléctrica é incinerado, decompondo-se em três possíveis subprodutos – energia, resíduos sólidos e gases.

Este método é utilizado principalmente para os plásticos que estão demasiado danificados, sujos ou são difíceis de separar dos outros tipos de plástico, o que gera alguma controvérsia devido à potencial natureza tóxica das emissões de gases que decorrem deste processo.

O processo de queima destes plásticos seguem regras muito rigorosas, com o objetivo de assegurar que o equipamento utilizado evita a libertação de toxinas para a atmosfera.

De todo o material que vem dos ecopontos, cerca de 40% tem contaminantes que não podem ser recicláveis. Esses 40% de resíduos são enviados para uma central de valorização energética.

Após todo este percurso, o plástico reciclado passa a ter uma nova vida. As matérias que a reciclagem e a indústria da transformação nos dão, são moldados e reinventados para criar novos objectos que fazem parte do nosso dia-a-dia. Se for usado, separado e transformado correctamente, o plástico pode ter não uma, mas sim várias vidas. Quem sabe, ter sete vidas como os gatos.

MAIS RECICLAGEM, MENOS IMPACTOS NO MEIO AMBIENTE!

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